Cordel: ontem e hoje



Luiza Lobo

Faculdade de Letras
Universidade Federal do Rio de Janeiro
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♦ A função do cordel é estética ou jornalística
♦ Autêntico ou híbrido




Índice


















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A poesia é indispensável. Se eu ao menos soubesse para que...’ Com este encantador e paradoxal epigrama, Jean Cocteau resumiu ao mesmo tempo a necessidade da arte e o seu discutível papel no atual mundo burguês. [1]



Esta espécie de epígrafe à nossa apresentação nos sugere um aspecto importante para compreendermos a importância do cordel no Brasil de hoje. Neste pratica-se a literatura oral que usa a escrita apenas como recurso secundário. Vemos aí, fundamentalmente, uma questão de estética. Por que a poesia, que está presente na maioria dos folhetos de cordel, continua a ser escrita e recitada até hoje? Então, seria a poesia indispensável? Sim, tanto que esteve na origem da formação dos povos, como ocorria nos cantos de trabalho, e continua a existir hoje, pois se constitui num fator de união na cultura, como sua expressão coletiva. Apesar do teor altamente pragmático de nosso mundo capitalista e globalizado, o ser humano não dispensa totalmente quer a religião, quer a arte, pois são esses elementos que mantêm aceso nele o sentido do sagrado, do re-ligare, unindo as emoções para além dos simples objetos, que se prendem à pura utilidade cotidiana, ao “útil-fútil”, ou descartável. Afinal, a criação de cultura é o principal fator que distingue o ser humano dos animais, além da violência, da concorrência e da perversidade que o caracterizam.

A função do cordel é estética ou jornalística

No entanto, a crítica continua a acentuar, ainda no cordel atual, a sua função jornalística, raramente mencionando a função estética. Sabe-se que a poesia permite melhor memorização que a prosa,[2] e que seu ritmo pode servir de importante veículo de transmissão de emoções no seu aspecto oral e recitativo,[3] o que é especialmente importante entre as populações analfabetas ou que vivem apenas no mundo oral – como os frequentadores de feiras livres, que assistem à televisão e ouvem rádio, mas jamais leem jornais ou livros.

Na verdade, a crítica encontra grande embaraço ao tentar definir os termos “cultura” e “popular”. De um modo geral liga o aspecto popular ao folclore, ao conteúdo mítico, tradicional e canônico, que constituiu o corpus estético de uma cultura. Dessa forma, é preciso aceitar que o folclore de base rural e oral ao longo do tempo ganhou forma de folk-comunicação.[4] Ele abandonou o ambiente original, na forma “primitiva” ou “autêntica”, ou seja, oral, para vir instalar-se nos centros cosmopolitas, tornando-se um fenômeno cultural híbrido.

Para autores como Pellegrini Filho,[5] professor titular de Comunicação na Universidade de São Paulo, que publicou em seu amplo livro vinte anos de pesquisa em que discute o fenômeno da comunicação urbana ou folk-comunicação, é preciso atualizar a definição de folclore, em geral ligado a manifestações da arte oral num contexto rural, mas que hoje, cada vez mais, se estende a manifestações urbanas, como a grafitagem, praticada por pessoas de todas as classes sociais.[6] Essas práticas localizadas ocorrem principalmente entre tribos urbanas, no dizer de Alain Touraine[7] e de Maffesoli.[8] Esse processo híbrido, de folk-comunicação, atingiu também o cordel no Brasil, no qual alunos de pós-graduação e professores universitários passaram a escrevê-lo, estudá-lo e divulgá-lo em computador, através de mensagens e homepages. Por vezes trocam os temas, personagens e locais do passado, com suas figuras do cotidiano, da história, da religião e da política que se sedimentaram quase que como uma mitologia brasileira por acontecimentos e notícias do presente. Assim, nem sempre se limitam a veicular os gêneros poético ou romanceado do passado, passando, também, a reinventá-los.

Já em relação ao segundo termo, “cultura”, também é complexo defini-lo hoje na medida em que a sociedade pós-moderna e capitalista da comunicação de massa, com seus aspectos cultos, industriais e eruditos, convive com a mistura com elementos da arte tradicional, oral, folclórica e artesanal, num sentido profundamente híbrido.[9] Já na Antiguidade e entre os povos da Idade Média europeia, essa cultura oral e folclórica, digamos, mitológica, ocorria de forma mais linear e homogênea, pois a população era em geral analfabeta, como nos mostra Bakhtin.[10] Fenômeno que ocorreu igualmente entre a população do Nordeste brasileiro, até os anos 1960, com o advento da cultura de massa e a maciça imigração de nordestinos para o leste do país durante a ditadura de Getúlio Vargas. Mas, à medida que avançamos no século XX e no século atual, os conteúdos míticos orais passaram a ser anotados e foram sendo substituídos por uma visão escolarizada. No século XXI o cordel passou mesmo a ser uma prática de literatura culta, praticada por intelectuais na Internet, tornando-se seu aspecto oral secundário. Estes empregam o cordel como “forma” ou “gênero literário”, um cânone, o que facilita a comunicação da poesia, hoje tão difícil de publicar.

O próprio Azulão (José João dos Santos), que ainda compõe, vende e recita seus folhetos na feira de São Cristóvão do Rio de Janeiro, me afirmou, quando lá estive em 26 de setembro do ano de 2010, num domingo pela manhã, que hoje escreve em computador, e chega a imprimir seu cordel  na própria impressora de sua casa.[11]

Essa constatação nos leva a perceber o impasse no qual incorre a crítica atual: devemos aceitar apenas a manifestação da escrita de cordel na sua forma original que ocorria no Nordeste do Brasil, como continuação da poesia ibérica, como sendo a única “autêntica”, ou devemos incluir também como cordel a sua forma “híbrida”, que surgiu no século XXI, com a sua escrita e divulgação em computador por intelectuais, como parte da folk-comunicação? Noutros termos, será o cordel apenas o fenômeno autêntico original nordestino na tradição ibérica ou pode-se afirmar sua sobrevivência na sua manifestação híbrida atual? Será, então, a escrita do cordel atual, utilizada por intelectuais em computador, um fenômeno de folk-comunicação folk (popular) ou fake (fingidor)?

A noção de popular proveio de Herder, no pré-Romantismo alemão, quando definiu o povo (Volk) como dotado de um espírito (Geist) ligado à terra, às raízes do nacional e da nova mitologia europeia que suplantaria a mitologia greco-latina, bases do nacionalismo romântico do século XIX. O Volk-Lore seria portanto a tradição do povo. No Brasil, o fato de conservarmos até hoje a ideia de que o povo é necessariamente analfabeto, mal informado ou mal instruído, tem-nos conduzido ao clichê e ao preconceito no que diz respeito à definição de cultura e do popular. Neste século a população já é quase em sua totalidade escolarizada; a prática das artes populares por intelectuais é um fenômeno que já se generalizou e atingiu a música sertaneja do Centro-Oeste, as rancheiras, as trovas – como na cidade das serestas, Conservatória, no Estado do Rio, onde os compositores e cantores são pessoas instruídas. É a própria noção de “povo” que deve ser revista e modificada, uma vez que na sociedade de massas a informação se dá de forma imediata pelo jornal, rádio, televisão e computador, não apenas pelos veículos cultos, como foi o suporte mais tradicional do livro. Hoje convivemos, definitivamente, com uma sociedade híbrida, na expressão de Nestor García Canclini,[12] tempo de cruzamento de passado e futuro, temas transculturais e compartilhados por diversas classes sociais, não isentos das influências estrangeiras, nesta era da globalização.

Na sociedade brasileira, como e quando se iniciou o cordel? Ana Maria de Oliveira Galvão[13] considera que o cordel se iniciou, na sua forma escrita, em fins dos século XIX, ao menos na sua forma escrita, enquanto Raymond Cantel cita a data de 1890. A maioria dos críticos mencionam a última década do século XIX. Nessa época ele sequer era popular, mesmo na sua fase de escuta (que sempre associamos a analfabetos). Era uma prática entre as classes médias da população do Nordeste – uma espécie de tertúlia ou sarau, como nos informa Ana Maria Galvão.[14] Os folhetos eram lidos individualmente ou declamados de memória de forma coletiva, eram emprestados ou comprados. Folhetos como O pavão misterioso, O cachorro dos mortos, Zezinho e Mariquinha, Romeu e Julieta, de João Martins de Athayde e de Leandro Gomes de Barros. O cordel podia versar sobre “acontecidos” com personagens políticos, histórias de cangaceiros, ser romances de amor (em geral em obra), ou recompondo os contos da tradição oral do pesquisador português conhecidos como “histórias de Trancoso”, ter tom de “safadeza”, “gracejo” ou de “pelejas”.

Só em 1930 o cordel é adaptado ao gosto do público pouco letrado: as populações urbanas, as pessoas analfabetas ou com grau restrito de escolarização.[15] Então passaram os mais alfabetizados a ler em voz alta para os que tinham menor nível de escolarização.[16] Ainda hoje os repentistas improvisam seus versos nas feiras do Nordeste ou dos grandes centros urbanos do Rio-São Paulo, mas sob a forma de representação teatral, não mais como apresentação de notícias levadas a cidades distantes do sertão.[17]

Assim, a meu ver, a função primordial do cordel hoje não é mais a jornalística e sim a estética. O cordel não é mais necessário para informar o povo de algum fato histórico, como a morte de Vargas, de Padrinho Ciço, a aproximação da coluna Prestes, um ataque de Lampião a Juazeiro do Norte (Ceará), ou a morte de Kennedy ou JK.[18] A televisão e o rádio já o fazem, junto ao povo. Então, Azulão continua recitando e compondo na Feira de São Cristóvão aos domingos pela força comunicativa da estética como forma de religare, do prazer de transformar um objeto qualquer, comum, físico, em objeto simbólico eternizado acima do cotidiano. Por exemplo, o corpo da mulher brasileira se metamorfoseia numa imagem condensada digna de nota; um fait divers qualquer que passaria despercebido no cotidiano fragmentário da vida urbana se transforma em arte registrada. A política ou a medicina continuam como temas, é certo, mas também não têm mais conteúdo informativo ou jornalístico original; constituem basicamente matéria educativa ou de propaganda, que pode lembrar métodos curativos ou preventivos para doenças infecto-contagiosas, como evitá-las e suas possíveis curas, ou para a propaganda política de candidatos. Chamamos a atenção, conforme nos alerta Mark Curran[19], que a visão do cordel é sempre conservadora.[20]

Sem nenhuma dúvida, o aspecto informativo jornalístico do cordel é quase nulo hoje, apesar do que continua a afirmar 90% da crítica, que sempre enfatiza este aspecto, como se ainda estivéssemos num sertão brasileiro intocado, sem rádio nem televisão.[21] Essa função reprodutora do cordel foi assumida de forma capitalista e industrial pelas inúmeras gráficas de São Paulo, iniciada pela editora paulista Luzeiro, que em geral se limitam a reproduzir folhetos de cordel antigos sem se preocupar com a manutenção do nome dos autores ou gravadores originais e mudando as capas em xilogravura originais em fotos coloridas e novo formato.[22]

É bom lembrar que desde o início houve uma defasagem entre o acontecido político e sua divulgação pelo cordel, pois mais rápido que fosse composto. A morte de Getúlio Vargas ocorreu pela manhã e apenas à tarde saíam os 70. 000 folhetos jornalísticos vendidos em 48 horas contendo a notícia, A lamentável morte de G.V., nos relata Ana Maria Galvão.[23] É claro que o folheto tendo a morte de Getúlio Vargas como tema era um artigo literário, e sempre extrapolava o simples fato denotativo em si.

Se muita coisa mudou em nosso mundo híbrido[24] e da folk-comunicação,[25] o cordel continua a existir, apesar dessas mudanças, exatamente por sua dimensão estética, ligada ao âmago do humano e da sua dimensão existencial. Permanece o prazer da leitura, da criação artística, da transmissão de valores, portanto, da estética, como parte da história das mentalidades[26] (ver Burke, 1992; De Certeau, 2000) no Brasil atual. Para concluir sobre essa impregnação basicamente estética do cordel, retomamos as palavras de Ernst Fisher do início:

[...] poderá a função da arte ser resumida em uma única fórmula? Não satisfará ela diversas e variadas necessidades? E se, observando as origens da arte, chegarmos a conhecer a sua função inicial, não verificaremos também que essa função inicial se modificou e que novas funções passaram a existir?[27]

A maior dificuldade nos estudos de cordel, a meu ver, começa e acaba na própria definição do que é popular, e portanto do que é povo. Se, em Herder, já temos a ideia da Geistesgeschichte, ou o espírito da História, depois desenvolvida por Hegel, que o vê através da história do povo (Volksgeschichte), deveríamos acompanhar as mudanças na história a partir das inclinações e mutações populares, exatamente como afirmavam desde 1929 os integrantes da Escola dos Anais ou Nova História, ao defenderem a perspectiva subalterna, oral, cotidiana, ou das mentalidades, a expressão do povo como ela é e não como nos parece quando impomos nossas teorias sobre ele.

Autêntico ou híbrido?

Assim, poderíamos propor que a diferença entre a criação erudita e a popular não é determinada apenas por ser a primeira escrita e a segunda oral – pois ambas buscam o tipo de registro escrito como forma de eternização – mas sim a maior ou menor proximidade com o cânone. Quanto mais conservador, seja política ou estilisticamente e mais próximo da forma original, tradicional, canonizada, sacralizada, estabilizante, que busca a aprovação daquela “tribo” ou grupo pela repetição de fórmulas orais já consagradas na comunidade, mais o poeta estará inserido na arte popular.[28] Não há dicotomia autêntico versus híbrido ou ligado à folk-comunicação. O cordel da primeira fase existia em função do seu local e tempo histórico e as necessidades estéticas daquela população nordestina onde surgiu no Brasil. Houve mutação e passou a assumir novo suporte – o computador – e ambiente – os grandes centros urbanos. Deixou de ter a função de arauto em recantos perdidos do sertão. Mudou de classe social e de nível de alfabetização e a escrita passou a superar a memorização e a oralidade. Entretanto, não há um espírito da história hegeliano (Geistesgeschichte), eterno e imutável, que demarcaria metafisicamente o gênero (enquanto gênese, origem, gene) metafísico, levando a um fim escatológico, eterno, finalista. Temos antes fases históricas, datadas, em que o criador de uma forma literária está inserido no seu tempo, no seu lugar e na sua história, respondendo às necessidades de sua época, de acordo com os parâmetros de sua cultura.

A Estética da Recepção já explicou isso muito bem: cada escritor usa o repertório de seu tempo e o horizonte de expectativa do seu público para criar uma determinada m’imese. O que moveria um poeta ou estudioso doutorando brasileiro, francês ou alemão de hoje em dia a escrever poemas “ao modo da idade Média”, leia-se, “autênticos” ou “originais”? Seu único móvel seria o didático, visando a fazer criações – música, textos – naquele cânone específico, mas revendo-os de modo a reinventá-lo e divulgá-lo entre o público em geral. Seria um contrassenso classificá-lo como poeta popular medieval português, francês etc.

Assim também me parece um esforço metafísico e essencialista querer definir numa única fórmula, o cordel como sendo apenas o oriundo do artesanato e da arte ibérica, recusando sua continuação na forma atual de folk-comunicação, que atende ás exigências de uma nova era gutemberguiana digital e informática. Insistir nisso seria tentar salvar a categoria de gênero literário aristotélico de forma assaz exagerada.











Notas

[1]. E. Fischer, A necessidade da arte, 9ª ed., Rio de Janeiro, Zahar, 1983, p. 11

[2]. Cf. E. Staiger, Conceitos fundamentais da poética, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1972.

[3]. Cf. P. Zumthor, A letra e a voz, São Paulo, Companhia das Letras, 1993.

[4]. Cf. A. Pellegrini Filho, Comunicação popular escrita, São Paulo, Edsup, 2009.

[5]. Ibidem.

[6]. Pellegrini Filho toma o sentido de folclore de Dums, na versão inglesa, sem se dar conta de que o termo foi cunhado por Herder, e é o cerne do movimento pré-romântico do Iluminismo alemão.

[7]. A. Touraine, Critique de la modernité, Paris, Fayard, 1992.

[8]. O. M. Maffesoli, O tempo das tribos: declínio do individualismo nas sociedades de massa, Rio de Janeiro, Forense, 2000.

[9]. Cf. N. G. Canclini, Culturas híbridas: estrategias para entrar y salir de la modernidad, México, Grijalbo, 1990. [São Paulo, Edusp, 2000].

[10]. Cf. M. Bakhtin, A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais, trad. Y. F. Vieira, São Paulo, Hucitec. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1993.

[11]. Contou-me que chegou da Paraíba, aos vinte anos, no Rio de Janeiro, em 1950, onde trabalhou como porteiro no bairro do Largo do Machado. Hoje mora em um subúrbio. Já viajou à França, a convite de uma universidade.

[12]. N. G. Canclini, op. cit.

[13]. A. M. O. Galvão, “O leitor/ouvinte de folhetos nos anos 30 e 40 do século XX”, in S. Nemer (org.), Recortes contemporâneos sobre o cordel, Rio de Janeiro, Casa de Rui Barbosa, 2008, p. 56.

[14]. Ibidem

[15]. Cf. A. M. O. Galvão, op. cit., p. 62.

[16]. Ibidem, p. 57.

[17]. Na Índia, em que analfabetos dizem de cor notícias, na praça, reportando-se a rolos com desenhos, para um público também analfabeto. O filme Maqulat de José Ignacio Parente, feito em 2009, retrata o cordel praticado ainda hoje na Índia, recitado por analfabetos, a partir de rolos com desenhos, para um público também analfabeto. Essa atividade de escuta compartilhada hoje permanece em relação à TV em casa de vizinhos e familiares ou em vitrines de lojas – sempre passando pelo recurso tecnológico, isto é, do ciclo popular para o ciclo da comunicação de massa (ver W. ONG, Oralidade e cultura escrita: a tecnologização de palavras. Campinas, Papirus, 1998, apud A. M. GALVÃO, op. cit., p. 57). Desde 1930 o rádio era difundido – e o cordel consistia numa atividade social e coletiva (ibidem, p. 59).

[18]. Cf. M. Curran, História do Brasil em cordel, São Paulo, EDUSP, 2009.

[19]. Ibidem.

[20]. Pudemos constatar o fato, no dia 26 de setembro de 2010, quando os repentistas foram interrompidos em sua apresentação e convocados por representantes do Partido dos Trabalhadores para se dirigirem a um palco maior onde fariam um “show” político de apoio à candidatura de Dilma Roussef, que se propõe a manter o status quo, dando continuidade à política do governo Lula.

[21]. Destacamos como forma de divulgação para o povo a rádio mais popular do Brasil, a rádio Tupi, ao lado da rádio e TV Bandeirantes, na região Leste, sem mencionar a influência das TV-Globo, TV-Record, os conteúdos informativos das novelas e outras formas comunicativas.

[22]. As capas ilustradas com faixas, na parte inferior, em preto e branco, ou em vermelho, datam de 1930.

[23]. A. M. Galvão, op. cit., p. 61.

[24]. N. G. Canclini, op. cit.

[25]. Pellegrini Filho, op. cit.

[26]. Cf. P. Burke, ed. New Perspectives on Historical Writing, University Park, Pennsylvania, The Penn State University Press, 1992.  Cf. também M Decerteau, A escrita da história, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000.

[27]. E. Fischer, op.cit., p. 11

[28]. Está mais perto do aedo – poeta que, na Grécia, preferia repetir as fórmulas já consagradas de enaltecimento dos fatos do que inventar novas formas – do que do menestrel medieval, que compunha, embora todos, na Antiguidade, buscassem a rima e a métrica como formas mnemônicas, conforme nos ensina Emil Staiger (1972). E, usando formas que todos conheciam, contava com a aprovação geral, assim como Homero com o hexâmetro seguido de pentâmetro.